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Instituto Positivo apoia educação pública no litoral do Paraná

Após cuidadoso processo de seleção, a região foi escolhida para formar um ADE com suporte do IP

Instituto Positivo apoia educação pública no litoral do Paraná

Após cuidadoso processo de seleção, a região foi escolhida para formar um ADE com suporte do IP

O trabalho social em prol da educação pública realizado pelo Instituto Positivo (IP) de maneira direta vai ficar mais perto de casa. Após um cuidadoso processo de seleção, envolvendo diversos critérios e considerando especialmente a fragilidade de alguns indicadores educacionais, foi definido o território paranaense que vai receber o apoio do IP para implantação de um Arranjo de Desenvolvimento da Educação (ADE), um mecanismo de trabalho colaborativo que permite aos municípios próximos geograficamente e de características sociais semelhantes trocar experiências e solucionar, de forma conjunta e colaborativa, as dificuldades na área da Educação. Serão sete cidades envolvidas na iniciativa: Antonina, Guaraqueçaba, Guaratuba, Matinhos, Morretes, Paranaguá e Pontal do Paraná.

CRÉDITO: Instituto Positivo

Para que um ADE seja implantado, é preciso que os municípios envolvidos estejam dispostos a compartilhar competências políticas e técnicas visando à execução coletiva de projetos que objetivam a melhoria da qualidade da educação pública ofertada naquele território. A definição do litoral do estado para esse trabalho levou em consideração diversos fatores.

Seleção:

Com o objetivo de tornar a escolha do território justa e consistente, o IP desenvolveu um trabalho cauteloso de mapeamento das regiões, que foi dividido em duas fases. A primeira consistiu em uma análise quantitativa, que reuniu os principais dados educacionais dos municípios, enquanto a segunda fase, qualitativa, permitiu entender mais a fundo qual a disposição dessas regiões em atuar em colaboração.

Fase 1 (quantitativa):
Avaliação dos indicadores educacionais

Nesta fase, foram mapeados e analisados mais de 8 mil dados de 399 municípios do estado. Após essa avaliação, o IP priorizou quatro territórios que hoje apresentam dados em fase de desenvolvimento. Com esse posicionamento, o Instituto Positivo vai apoiar e trabalhar coletivamente com regiões que desejam avançar e melhorar ainda mais a qualidade da educação pública. Os municípios selecionados nesta primeira fase que tiveram interesse em aderir a um ADE e receber apoio do IP assinaram uma carta de intenção. Assim, seguiram três territórios para a segunda fase.

Fase 2 (qualitativa):
Avaliação do capital social instalado na região

Levantados os dados e formalizada a intenção de integrar o Arranjo, o Instituto Positivo realizou uma visita técnica nos três territórios que avançaram na seleção. Na ocasião, foram aplicadas “entrevistas em profundidade” com os Dirigentes Municipais de Educação (DMEs). O objetivo desse movimento foi conhecer a dinâmica da região e a atuação da Associação de Municípios desses locais para observar o nível de colaboração já instalado no território – afinal, é essa relação de colaboração e vínculos entre os DMEs que promoverá a base para um programa estruturado, capaz de progredir ao longo dos anos.

Como o ADE Litoral Paranaense acontece na prática

Após todo o período de seleção, o ADE Litoral Paranaense teve início em março de 2022, com a anuência dos Prefeitos e dos Secretários Municipais de Educação. O novo ADE seguirá duas trilhas de atuação, conforme infográfico:

ADE Litoral Paranaense
Pilar 1

De desenvolvimento da educação pública.

Pilar 2

De fortalecimento dos gestores públicos e equipes pedagógicas.

O primeiro eixo tem como objetivo a criação de um plano de ação coletivo e colaborativo que promova melhorias na educação pública do território no âmbito pedagógico ou da gestão administrativa-orçamentária. Esse pilar fará o seguinte caminho:

  1. Movimento de sensibilização sobre colaboração e a necessidade da troca e apoio mútuo entre os Dirigentes Municipais de Educação (DME) e coordenadores pedagógicos;
  2. Realização de um diagnóstico participativo, momento em que serão debatidas as fragilidades e potencialidades comuns no território eleito;
  3. Eleição de apenas uma meta local, com o objetivo de que ela ganhe profundidade e possa apresentar transformações mais rápidas e consistentes;
  4. Construção de um plano de ação, distribuindo responsabilidades entre os protagonistas do ADE Litoral Paranaense – DME e coordenadores pedagógicos;
  5. Identificação de possíveis parcerias com universidades, associações, OSCs e/ou empresas para construção do plano de ação;
  6. Execução do plano de ação e realização de reuniões mensais de acompanhamento, contando com mecanismos que estimulem a colaboração e ampliação da confiança entre os membros do ADE Litoral Paranaense;
  7. Criação de uma forte dinâmica de monitoramento de indicadores de processos e resultados, por meio de alguns métodos eleitos pelo Instituto Positivo:
    • Teoria da Mudança (Banco Mundial) – quantitativo
    • Marco Zero (Marco Lógico) – qualitativo e quantitativo
    • Instrumento de Avaliação de Internalização de Colaboração (Instituto Positivo) – qualitativo
    • Sistematização de depoimentos dos participantes – qualitativo

O segundo pilar tem como finalidade o fortalecimento profissional por meio de desenvolvimento pessoal das lideranças e da troca de experiências entre os participantes, ou seja, secretários de Educação e equipe técnica das secretarias integrantes do ADE:

  1.  Desenvolvimento de um espaço para aprendizados, diálogos e trocas de experiências com temáticas pertinentes às lideranças, em encontros que serão contínuos e terão formato de oficina, oferecendo momentos bem participativos e voltados para a prática;
  2. Condução de pesquisas periódicas para diagnosticar quais são os maiores desafios enfrentados pelas lideranças do território e assim definir a temática a ser abordada nos encontros;
  3. Desdobramento de cada uma das quatro dimensões em que se baseiam os ciclos de aprendizagem (Autoconhecimento, Comunicação, Colaboração e Liderança) em temáticas específicas, de acordo com a necessidade apresentada pelos integrantes do Arranjo;
  4. Incorporação da cultura de colaboração como um tema transversal a todas as dimensões, sendo experenciada pelos participantes dos encontros;
  5. Monitoramento de resultados como parte primordial desse trabalho, assim como acontecerá no pilar 1. Para medir as transformações ocorridas durante os encontros, serão utilizadas as seguintes metodologias:
    • Marco Zero (Marco Lógico) – qualitativo e quantitativo
    • Pesquisas de satisfação – qualitativo
    • Sistematização de depoimentos dos participantes – qualitativo
    • Mapeamento de cases de sucesso – qualitativo

O grande diferencial desse projeto está na flexibilidade do conteúdo a ser dialogado nos encontros, pois as temáticas abrangidas em cada dimensão serão escolhidas de acordo com as necessidades apontadas pelos próprios participantes do Arranjo, a partir dos desafios enfrentados no âmbito da gestão.

CRÉDITO: Arquivo pessoal

Desde a primeira reunião, o interesse em fazer do litoral o primeiro ADE do estado do Paraná foi grande, uma vez que se reconhece a necessidade de uma efetiva ação junto às redes municipais de ensino; nossos índices precisam de uma atenção, pois nosso público é sazonal e com muita especificidade, que ao longo do tempo precisa haver uma pausa e um distanciamento para que a práxis (pesquisa- ação- pesquisa) possa acontecer. Os dados precisam ser analisados quantitativa e qualitativamente, e novas ações precisam ser tomadas; o ADE nos possibilitará fazer essa pausa para a análise, tendo um olhar profissional externo somado às nossas experiências e tomando decisões em rede, as 7 cidades, tendo o mesmo encaminhamento e crescendo juntas, não como uma frágil vara que pode ser facilmente quebrada, mas como um feixe que demonstra força e sustento.

Adriana Haas Ferreira, Secretária Municipal de Educação de Pontal do Paraná.

CRÉDITO: Arquivo pessoal
Desde a primeira reunião, o interesse em fazer do litoral o primeiro ADE do estado do Paraná foi grande, uma vez que se reconhece a necessidade de uma efetiva ação junto às redes municipais de ensino; nossos índices precisam de uma atenção, pois nosso público é sazonal e com muita especificidade, que ao longo do tempo precisa haver uma pausa e um distanciamento para que a práxis (pesquisa- ação- pesquisa) possa acontecer. Os dados precisam ser analisados quantitativa e qualitativamente, e novas ações precisam ser tomadas; o ADE nos possibilitará fazer essa pausa para a análise, tendo um olhar profissional externo somado às nossas experiências e tomando decisões em rede, as 7 cidades, tendo o mesmo encaminhamento e crescendo juntas, não como uma frágil vara que pode ser facilmente quebrada, mas como um feixe que demonstra força e sustento.

Adriana Haas Ferreira, Secretária Municipal de Educação de Pontal do Paraná.

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