Escrito por: João Lemos
Vivemos um tempo em que decisões acontecem em velocidade inédita. Informações chegam prontas, respostas são sugeridas, caminhos parecem encurtados. Nesse cenário, a pergunta central já não é mais o que a tecnologia é capaz de fazer — mas o que nós escolhemos fazer com aquilo que está à nossa disposição.
Foi a partir dessa provocação que a palestra Além do algoritmo: fortalecendo a integridade humana em tempos de IA, realizada em 24/11 durante a Semana da Integridade do Grupo Positivo, convidou colaboradores a uma reflexão que ultrapassou ferramentas, sistemas ou tendências. O foco esteve naquilo que permanece insubstituível: a consciência humana diante das próprias escolhas.
Conduzida pela especialista em Carreiras e Bem estar Corporativo Ana Tomazelli, a conversa partiu do contexto da inteligência artificial, mas avançou para um território mais profundo e necessário. Afinal, quanto mais recursos temos, maior é nossa responsabilidade. E quanto mais apoio recebemos, mais evidente se torna a postura de quem decide.
“Integridade não é sobre seguir regras quando alguém está olhando. É sobre agir de forma coerente quando ninguém está”,
provocou Ana ao longo da palestra, reforçando que ética não é um discurso externo, mas uma prática interna, cotidiana e, muitas vezes, silenciosa.
O avanço das ferramentas e o espelho do comportamento
No Grupo Positivo, a tecnologia tem sido aliada na melhoria de processos, na análise de dados e na construção de soluções mais eficientes. Mas seu uso também revela algo essencial: ferramentas não tomam decisões — pessoas tomam, exigindo maturidade para uso responsável de qualquer inteligência artificial.
Mesmo quando sistemas oferecem sugestões, automatizam tarefas ou aceleram caminhos, permanece com cada colaborador a responsabilidade de revisar, validar, refletir e assumir os impactos de suas ações. A tecnologia amplia possibilidades, mas também amplia consequências. E é justamente nesse ponto que a integridade se torna visível.

“Podemos ter diretrizes, políticas e orientações claras — e elas são fundamentais. Mas a principal diretriz continua sendo agir da maneira certa, com consciência e responsabilidade.”
Selma Saito, diretora de Jurídico e Compliance do Grupo Positivo
Ética não é um conceito. É uma escolha repetida.
Em ambientes corporativos cada vez mais complexos, a ética não se revela em grandes gestos isolados, mas nas decisões cotidianas: no cuidado com o uso de informações confidenciais, na forma responsável como tratamos os dados pessoais de colaboradores e clientes e no senso crítico de questionar, revisar e refletir antes de seguir adiante.
Por isso, o Grupo Positivo sustenta sua cultura de integridade por meio de instrumentos como o Código de Conduta, a Política de Integridade e a Política de Privacidade de Dados. Mais do que normas, esses documentos funcionam como convites permanentes à reflexão e à coerência, reforçando atitudes como:



